quinta-feira, 7 de abril de 2016

contornando possibilidades



                                         Contornando Possibilidades

                                 Usar os espaços públicos de forma significativa para o debate e conscientização da importância da preservação da natureza e o significado imediato da mesma na qualidade de nossas vidas, se torna mais evidente quando se usa a própria natureza para nos ensinar. Foi o que aconteceu na trilha que fizemos entre o Morro das Pedras e o Parque da Lagoa do Peri, a beleza do lugar é tão intensa que nos convida a admiração e reflexão sobre o que realmente nos faz bem e o que desejamos para futuro em relação a natureza que nos envolve. 
                              As crianças e adolescentes do CCFV Tapera com seus professores oportunizaram-se neste espaço geográfico pedagógico, e transformaram uma atividade simples de caminhar numa possibilidade de conscientização.







                                 Chegando ao parque utilizamos um pequeno trajeto para estimular fisicamente nossas  crianças e adolescentes, de forma não competitiva todos deveriam percorre-lo e a cada volta falar de algo que viu ou percebeu, gerando relatos sobre pássaros, insetos e plantas. Foi uma atividade muito interessante e estimulante, gerando percepções que se tornaram visíveis nos desenhos depois realizados.













solução coletiva


                                                       Solução coletiva

                              Seguindo os impulsos de quem deseja procurar soluções para si e para o coletivo, fomos fazer um passeio que se encontra nos objetivos temáticos e do Plano Político Pedagógico de Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Tapera. Nosso passeio de pesquisa percorre a antiga entrada da Lagoa do Peri, passando pela antiga vila da lagoa, que  existia antes da Lagoa do Peri ser transformada em parque, até a sede do Parque Municipal.
                               Este curto espaço geográfico, de  exuberante beleza, enfrenta problemas que não se diferencia dos outros lugares existentes na ilha, um deles em evidência é a coleta de lixo de forma ordenada, reciclável e de qualidade. Com esforço coletivo e mediações sociais e culturais (formas diferentes de pensar e agir),  os  moradores comunitariamente nos presentearam com uma solução digna e ética no enfrentamento da morosidade pública, a Lixeira Comunitária da Lagoa do Peri.  
                                Que este exemplo se multiplique por outras comunidades, inclusive  na Tapera, onde os pontos de coleta não são significativos, mas para tanto levamos nossas crianças e adolescentes no intuito de experimentar esta possibilidade, entendendo que uma coleta digna do lixo representa qualidade de vida.
















domingo, 27 de março de 2016

nossas caricaturas, nossas diferenças, nossas aceitações

 
Construindo cada parte do rosto coletivamente.
 
 
                                 Dando a continuidade às "janelas de nossa existência", esta atividade consiste em perceber o outro considerando suas diferenças como identidade própria, em busca de um coletivo, como grupo e sociedade.
 
                                 Eles se observam, cada um recebe um papel e coloca o nome, em seguida desenham o contorno de seu rosto. Neste momento trocam seus papéis, e começa a composição, onde o outro colocará um olho, o colega seguinte outro olho, fazendo com que os desenhos circulem simultaneamente até completar o rosto da criança e  adolescente. Esta atividade permite ver como o outro me vê, como ele consegue desenhar detalhes significativos de nossa imagem, como aceito a imagem que foi composta pelo coletivo, permite falar sobre diferenças, sobre tolerância, sobre bullying,, sobre a sociedade.
 
                                 Por fim, aproveitado este exercício de interação, propõe-se esta  imagem seja colada  em algum lugar que desejamos conhecer, onde nascemos ou onde moramos atualmente. O CCFV Tapera utilizou o desenho da ilha de Florianópolis como referência, finalizando com a colagem de suas imagem em várias pontos geográficos, criando possibilidade de nos conhecermos ainda mais.
 
 
 
  
   
 

 




sexta-feira, 25 de março de 2016

o presente nosso de cada dia




ver a si como um presente maravilhoso
 
 
                Esta atividade  é um reconhecimento sobre si, inicia-se com uma roda dos integrantes  e no meio dela se encontra sobre uma mesa um pacote muito bem decorado, um presente, que será dado a cada um desde que se mantenha segredo sobre o seu conteúdo.  O professor desperta a curiosidade das crianças e adolescentes alegando que dentro dele há algo de maravilhoso que todos terão prazer de receber, pois é único, especial, singular e lindo. 
                        E assim inicia a passagem do presente de forma que somente quem recebe tem a acesso ao seu conteúdo, alimentando a curiosidade dos outros e gerando caricatas expressões de espanto, alegria e aceitação.
      

             







 

 


 
 
 
                      Como vocês perceberam pelas fotos, ao abrir o presente, as crianças e adolescentes descobriam um espelho que refletia si mesmo, ou seja,  o presente maravilhoso que lhes era oferecido eram eles mesmos, provocando um reconhecimento sobre quem e o que era importante para o grupo, nós, vocês, e todos que possam se refletir nesse presente chamado vida.
 
 
 
 

terça-feira, 1 de março de 2016

Dobradura familiar.


                             
                               Dobradura Familiar

                      

                    No momento em que a janela se abre,   quem    vê também  pode   ser  visto, então nós percebemos as cores internas de uma casa, conseguimos  perceber algumas características do lugar que se abre, fazemos considerações   a  partir do nosso  conhecimento,  mas  tirando  as nuanças da curiosidade que frequentemente não nos conduz a verdade, o melhor seria dialogar com o morador, com o vizinho, com o cidadão que se encontra naquele lugar.
                    Partindo    do   príncipio  que  a  janela  estava  aberta,  o  grupo  mergulhou  em  outra dinâmica  de  construção,   revelando     gradativamente    questões   internas da casa, de quantidade (quantos moravam naquele espaço e  quem eram)  e  de  qualidade (como moravam e quais eram os papéis sociais desempenhados, de pai, de mãe, etc).
                   A dinâmica    consistia     em   fazer uma janela com técnicas de dobradura e dentro dela desenhar as pessoas   que  ali  viviam  e  se possível com detalhes de cotidiano que as identificavam. Novamente o resultado  surpreendeu  e  abriu  um   leque   de   possibilidades  multidisciplinares, as crianças  e  adolescentes  nos  presentearam com detalhes de suas existências, trocaram informações entre si de como "as coisas eram" e  como   desejavam que  fossem,  fortalecendo nossas convicções políticas pedagógicas de que o caminho escolhido pode não ser o mais belo, mas merece ser percorrido, pois o trabalho coletivo fortalece a todos.